O conto seguinte não faz menos do que o primeiro. "O jardim das pessegueiras" mostra um menino que chega em uma plantação de pessegueiros, pessegueiros que seus pais cortaram. Lá ele se encontra com um grupo de "espíritos" que representam as pessegueiras cortadas, e de novo uma bela coreografia ainda mais intrincada toma conta da tela.
Os sonhos vão se seguindo, e percebemos a diferença entre eles. As diferenças correspondem a diferente fases da vida do cineasta. Diferença de tempo e percepção da vida.
Seguem outros sonhos como "A tempestade", que mostra uma entidade que tenta seduzir um homem para a morte; "O túnel", onde um capitão se confronta com seu pelotão morto em combate; "Corvos", onde um pintor se encontra com um Van Gogh interpretado por Martin Scorcese e passeia pelos quadros do pintor; "Monte Fuji em vermelho", mostra um grupo de pessoas fugindo de um vulcão em erupção e catástrofe nuclear ao mesmo tempo; "O demônio que chora", onde a radiação deixou as pessoas com chifres; e "O vilarejo dos moinhos", onde um homem chega ao vilarejo e descobre que todos lá vivem sem nenhuma das invenções de hoje, nem sequer eletricidade.
O filme retrata em uma das cenas a simplicidade de um povo que vive inteiramente com a natureza, sem precisar de eletricidade, máquinas para colheita ou etc. Onde o rapaz que chegou no vilarejo, apesar de não concordar os custumes e tradições daquele povo acabou cedendo mesmo que por uma pequena crença deles.
Nenhum comentário:
Postar um comentário